As Cachaças Artesanais de Itupeva

A História de Itupeva

Itupeva - As Cachaças Artesanais de Itupeva

CACHAÇA JP ITUPEVA

Em Itupeva a primeira empresa Fundada a cerca de 50 anos, a Cachaça JP faz questão de prezar pela integridade do produto final, mantendo sempre os mesmos critérios de preparo, desde o cultivo da cana ao envelhecimento da cachaça, agradando aos mais apurados paladares.

Situado nos arredores da Serra do Japi, local de clima ameno, propício para o cultivo da cana-de-açúcar, bem como para a fermentação do caldo de cana, o Alambique JP vem desde 1948 aliando tradição e inovação para a produção da cachaça mais tradicional da região.


O alambique conta com o que há de mais moderno para a produção de cachaça. Em 2013, a Cachaça JP conquistou o primeiro lugar no Concurso Nacional de Qualidade da Cachaça de Alambique, realizado pela Universidade Estadual Paulista.
Na adega JP você encontrará desde a tradicional cachaça branquinha, até cachaças envelhecidas em barricas de carvalho, umburana, castanheira e grápia.

“Venha conhecer nosso engenho e provar nossas bebidas!! Além das cachaças, trabalhamos em nossa adega com licores e vinhos artesanais. Nossa cachaça é antes de tudo um produto artesanal que tem como marca sabor e qualidade inigualável.” Cirineu Tonoli.

Destaque no Turismo Rural a Cachaça JP localiza-se na Rod. D. Gabriel Paulino Bueno Couto, Km. 75,5 Nova Era – Itupeva/SP - Fone: (11) 4593-1083 Aberto de Segunda a sabado das 7h às 17h Domingos e Feriados das 8h às 12h.

NICA PRETA CACHAÇA ARTESANAL ITUPEVA

Fundado em 1966, por Luiz Ribeiro Rocha, o Engenho foi a concretização de um sonho acalentado durante muitos anos.

Luiz Ribeiro Rocha chegou em Itupeva por volta de 1954, procurava terras adequadas para o plantio de cana-de-açúcar e fabricação de cachaça, e encontrou , num lugar como Nica Preta, a terra ideal.

Tudo estava por fazer,não havia qualquer construção ou benfeitoria na propriedade recém adquirida. Passou pela cultura da uva de produção de leite até conseguir iniciar o plantio da cana e a construção do engenho, que logo ficou conhecido como Engenho da Nica Preta.

Horario de funcionamento:
De quarta a sábado das 8:30 as 17:30hs
Domingos e feriados das 8:30 as 14:00hs

Endereço:
Fazenda Itapoã, Bairro Monte Serrat - Itupeva-SP

Fone: 11 4591-1103

É que existe uma lenda sobre um tesouro e uma antiga moradora do local a "Nica Preta". Os proprietarios do Engenho costumam dizer que o tesouro é a maravilhosa terra deixada por ela. Quando lá se plantou uva, dizia-se que mais parecia um favo de mel e a cana ali plantada é de excelente qualidade proporcionando a producão de uma aguardente de sabor  e buquê inigualaveis.

HISTÓRIA DA CACHAÇA

A palavra cachaça é de origem polêmica.

Algumas versões dadas por pesquisadores:

Do castelhano CACHAZA, vinho que era feito de borra de uva;

Da aguardente, que era usada para amaciar a carne de porco (CACHAÇO);

Da grapa azeda, tomada pelos escravos e chamada por eles de cagaça.

A cachaça é genuinamente nacional. Sua história remonta ao tempo da escravidão quando os escravos trabalhavam na produção do açúcar da cana de açúcar. O método já era conhecido e consistia em se moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida deixá-lo esfriar em fôrmas, obtendo a rapadura, com a qual adoçavam as bebidas.

Ocorre que, por vezes, o caldo desandava e fermentava, dando origem a um produto que se denominava cagaça e era jogado fora, pois não prestava para adoçar. Alguns escravos tomavam esta beberagem e, com isso, trabalhavam mais entusiasmados.

Os senhores de engenho por vezes estimulavam aos seus escravos, mas a corte portuguesa, vendo nisto uma forma de rebelião, proibia que a referida bebida fosse dada aos negros, temendo um levante.

Com o tempo esta bebida foi aperfeiçoada, passando a ser filtrada e depois destilada, sendo muito apreciada em épocas de frio. O processo de fermentação com fubá de milho remonta aos primórdios do nascimento da cachaça e permanece até hoje com a maior parte dos produtores artesanais.

Existem atualmente pesquisas de fermentação com diversos produtos denominados enzimas que, aos poucos, estão substituindo o processo antigo.

A cachaça sempre viveu na clandestinidade, sendo consumida principalmente por pessoas de baixa renda e, por isto, sua imagem ficou associada a produto de má qualidade. Mas atualmente ela ascendeu a níveis nunca antes sonhados e hoje é uma bebida respeitada e apreciada mundialmente, já tendo conquistado a preferência de pessoas de alta classe e sendo servida em encontros políticos internacionais e eventos de toda espécie pelo mundo afora.

Cronologia

Primórdios do XVI

O caldo era apenas consumido pelos escravos, para que ficassem mais dóceis ou para curá-los da depressão causada pela saudade de sua terra (banzo).

Como a carne de porco era dura, usava-se a aguardente para amolecê-la. Daí o nome “Cachaça”, já que os porcos criados soltos eram chamados de “cachaços”.

O apelido “Pinga” veio porque o líquido “pingava” do alambique.

2ª metade do Século XVI

Passou a ser produzida em alambiques de barro, depois de cobre, como aguardente.

Século XVII

Com o aprimoramento da produção, passou a atrair consumidores. Começou a ter importância econômica e valor de moeda corrente.

Ano de 1635

Contrariado com a desvalorização de sua bebida típica, a Bagaceira, produzida do bagaço da uva, Portugal proibiu a fabricação da Cachaça e seu consumo na colônia brasileira.

Menos da metade do Século XVII

A retaliação à Cachaça provou o nacionalismo brasileiro, levando o povo a boicotar o vinho Português.

Final do Século

Portugal recuou quanto à decisão de proibir o consumo da Cachaça brasileira e decidiu apenas taxar o destilado.

Ano de 1756

A aguardente da cana-de-açúcar era um dos gêneros que mais contribuía para a reconstrução de Lisboa, abalada por terremoto em 1755.

Ano de 1789

A Cachaça virou símbolo da resistência ao domínio português. O último pedido de Tiradentes: “Molhem a minha goela com cachaça da terra”.

Inicio do Século XIX

Com as técnicas de produção aprimoradas, a Cachaça passou a ser muito apreciada. Era consumida em banquetes palacianos e misturada a outros ingredientes, como gengibre, o famoso Quentão.

Depois da metade do Século XIX

Com a economia cafeeira, abolição da escravatura e início da República, um largo preconceito se criou frente a tudo que fosse brasileiro, prevalecendo à moda da Europa. A Cachaça estava em baixa.

Ano de 1922

A Semana da Arte Moderna resgatou a nacionalidade brasileira. A Cachaça ainda tentava se desfazer dos preconceitos e continuava a apurar sua qualidade.

Depois da metade do Século XX

A Cachaça teve influência na vida artística nacional, com a “cultura de botequim” e a boemia. Passou a ser servida como bebida brasileira oficial nas embaixadas, eventos comerciais e vôos internacionais. A França tentou registrar a marca Cachaça, assim como o Japão tentou a marca Assai.

Século XXI

A Cachaça está consagrada como brasileiríssima, é apreciada em diversos cantos do mundo e representa nossa cultura, como a feijoada e o futebol.

Em alguns países da Europa, principalmente a Alemanha, a Caipirinha de Cachaça é muito mais consumida que o tradicional Scott.

A produção brasileira de Cachaça já ultrapassa os 1,3 bilhões de litros e apenas 0,40% são exportados.

A industrialização da Cachaça emprega atualmente no Brasil mais de 450 mil pessoas. O Decreto 4.702 assinado em 2002 pelo presidente FHC, declara ser a Cachaça um destilado de origem nacional.

A Cachaça é original do Brasil!

Fonte: Alambique da Cachaça, gazeta itupeva

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